Série: How to get away with murder


Sinopse: 
Michaela, Wes, Laurel e Patrick são ambiciosos calouros de Direito da prestigiada academia East Coast Law School, onde apenas os melhores alunos podem participar de casos reais. Eles competem entre si para conseguir a atenção da carismática e sedutora Professora Annalise DeWitt (Viola Davis), na aula de Direito Criminal 1, também conhecida como "Como Se Livrar de Um Assassinato".

O que eu achei:

Sou uma pessoa de séries. Sempre adorei ver episódios e mais episódios seguidamente e passei os últimos anos sem tempo total para me dedicar às minhas amadinhas.

Mas já há uns bons meses que eu retomei o hábito de ir atrás das minhas séries preferidas, colocar tudo em dia e tal. Algumas eu retomei, outras eu descobri.

Eis que faz um tempo já que ouvi falar da série chamada "How to get away with murder" (em português, "como se safar de um assassinato") e a sinopse me animou muito. 

Entretanto, confesso que vi o primeiro episódio e não achei na-da demais. Achei que a ideia era muito boa, mas o primeiro episódio deixou super a desejar, tanto que nem cheguei até o final.

Meses se passaram e um amigo da minha mãe falou da série pra ela. Fui tentar rever o primeiro episódio e batata, ela também achou ruim e eu tive a mesma impressão. Mas, gente, perseverança é o que há nessa vida e insistimos.

Vou confessar que a série só me pegou mesmo lá pro quinto episódio. Mas aí me pegou de jeito! MUITO BOA!

Acabei de ver hoje o episódio 10 e estou louquinha pra ver os últimos 4 dessa primeira temporada porque está prometendo muito! Só não terminei de ver a temporada hoje porque o streaming não estava trabalhando muito a nosso favor e aí, como é domingo, decidimos deixar os próximos episódios pro próximo final de semana.

Mas estou adorando muito, muito, muito! Quando engrena, engrena legal!

Eu acho que sou bem rigorosa com séries (até acho que por já ter visto muitas), então talvez ela te cative antes do quinto episódio. O que eu acho é que, de qualquer forma, você tem que, pelo menos, chegar nele pra tomar uma decisão sobre sua opinião sobre a série, porque é mais ou menos quando tudo começa a se encaixar e fazer sentido.

Viola Davis sensacional! Personagem forte como um touro, com muitas fragilidades que vão aparecendo no decorrer dos episódios. 

Os outros atores também são bons, com destaque pra colírios como Billy Brown (Nate) e Charlie Weber (Frank). Poderia falar também do Alfred Enoch (Wes), mas a personagem dele me decepcionou, então transferi para a pessoa dele o meu enjôo. hahahah

Do time das mulheres, a personagem de Aja Naomi King (Michaela) subiu no meu conceito no último episódio, por ser forte, e a personagem de Liza Well (Bonnie) me irrita profundamente. Aliás, não sei se o que me irrita mais é ela ou aquele cabelo ovo grudado na cabeça. hahaha

Demoras e implicâncias a parte, super recomendo, porque a história se desenvolve de forma espetacular!

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Livro: Como eu era antes de você - Jojo Moyes


Sinopse:
Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro
O que eu achei:

Sabe aquele livro que você vê nas prateleiras da livraria e ignora só de ler o nome? Foi assim que lidei com esse livro por meses a fio quando batia cartão nas minhas visitas semanais à Saraivas/Travessas e afins da vida.

Achei que era meio auto ajuda, algo como "tenho que recuperar meu eu anterior", o que, embora seja uma ideia com a qual me identifico, não me animava para ler.

Entretanto, sábado retrasado eu estava de bobeira de tarde e resolvi ler a amostra do livro na internet, pra decidir se comprava ou não, sem me basear em meros achismos do título.

E o que aconteceu é que eu li a amostra e saí correndo pra comprar o livro (ebook - li pelo iPad), porque me apaixonei pela Lou e pela história que anunciava se desenvolver.

Melhor escolha! Amei o livro! Acabei de ler ontem, às três horas da manhã, por dois motivos:

1 - Fiquei economizando o livro. Quando eu lia um capítulo muito bom eu me deixava absorver por aquela sensação, deixando mais pra depois.

2 - Retomei o livro no final ontem de noite e simplesmente não consegui parar até saber o final.

Amei, amei, amei, amei! Não exatamente o final, mas o livro em si, a história! Muito gostosa mesmo! Agora estou com aquele sentimento de orfã!!! Vou procurar os outros livros da Jojo Moyes pra ver se gosto, mas estou até receosa, porque a expectativa está grande.

Super indico! Nota 10!

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O amor que destrói o amor próprio

Sabe quem é Irina Shayk? Pois é, é essa modelo russa linda-maravilhosa-tudodebom estampada na foto aqui do lado.

Por acaso, a musa também é ex namorada do famoso jogador de futebol Cristiano Ronaldo. Eles namoraram por 5 anos e, recentemente, separaram-se.


Eis que hoje abro os jornais e vejo a seguinte declaração dela:
Não acredito em homens que nos fazem infelizes porque, neste caso, eles são meninos e não homens. Pensei que tinha encontrado o cara certo, mas não aconteceu desta forma. Uma mulher se sente feia quando ela está com o homem errado. Eu me sentia feia e insegura

Ok, vamos lá. A primeira interrogação que sai ao ler o que ela disse é: sentia-se feia? como?

Pois é, meus caros, daí me veio uma luz incrível naquele momento. Antes de tudo, achei sensacional a afirmação pública dela sobre o assunto. Haters vão dizer que ela está dizendo isso agora porque o relacionamento está terminado, mas pra mim é cristalino que isso foi epifania que veio a público.

Achei muito importante que ela, uma mulher evidentemente maravilhosa de linda, tenha vindo a público dizer que sim, com o cara errado, uma mulher pode vir a se sentir inferior, feia, insegura.

E por que isso é tão importante de perceber? Porque, muitas vezes, passamos anos de nossas vidas investindo em relações que nunca vingarão simplesmente pelo fato de não sermos verdadeiramente valorizadas. Chega um ponto que você tem que se decidir: ou você ou a relação.

Veja bem, você pode ser a irmã gêmea univitelina da Gisele Bündchen e, mesmo assim, sentir-se feia se convive diariamente com uma pessoa que, conscientemente ou não, te desvaloriza. Mesmo que você seja dona de uma senhora auto estima, o dia a dia é massacrante e poda qualquer tipo de valor que você tenha por você mesma.

É claro que há aqueles que, em um momento mais forte, percebem a cilada e pulam fora. Mas, em determinadas épocas da vida, ou mesmo por acreditar que aquela pessoa irá mudar, que vocês podem consertar a dinâmica da relação, há uma insistência que gera apenas muita tristeza para o pólo mais fraco do relacionamento.

Porque sim, quando uma pessoa subjuga a outra, automaticamente, se você permanece, você se torna o pólo mais fraco. E aí não há academia, dieta, creme, perfume, espelho que te diga o contrário: a omissão do outro ou sua ação corrosiva sempre falará mais alto.

Isso porque é vil que aquela pessoa que supostamente deveria te amar mais do que todos de alguma forma te rebaixe. Principalmente porque, em geral, não há movimentos explícitos nesse sentido. São coisas veladas, às vezes até mesmo cobertas de muitos elogios, mas o sentimento de inferioridade/superioridade já se instalou.

É por isso que, em uma relação, seja amorosa, seja de amizade, seja familiar, é muito mais importante analisar as atitudes do outro, do que suas palavras. É óbvio que Cristiano Ronaldo reconhecia a beleza de Irina Shayk, já que não é cego, mas certamente algo em seu comportamento fez com que a segurança dela fosse diariamente minada.

Imagino que muitos vão dizer que a responsabilidade foi dela, que se deixou estar nessa situação. Não percebem, porém, que o golpe mais baixo a ser dado no outro é aquele que machuca lentamente, sem ser percebido, silencioso, proveniente daquele ser que você mais ama. Em geral, não se percebe esse movimento e, quando ele é identificado, já é tarde demais. 

A solução é separar e redescobrir-se novamente, mais forte, deixando para trás tudo o que foi dito e feito que você não merecia.

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Filme: Relatos selvagens


Ontem fui ao cinema assistir "Relatos selvagens". Já estava há muito tempo para ver e finalmente fui ontem.

Já tinha ouvido várias pessoas interessantes falarem sobre o filme, então a expectativa estava alta. Mesmo assim, não me frustrei.

Esperava algo diferente, mas o filme entrega exatamente o que pretende: mostra como as pessoas podem chegar ao ápice do stress e, com o impulso, agir de formas comumente consideradas absurdas (e são!).

Acho que o recado do filme é: cuidado com o que se passa aí dentro de você, leve isso a sério, senão você pode explodir a qualquer momento e até mesmo acabar com a sua vida e/ou a dos outros em razão do impulso.

Embora tenha partes engraçadas (o público ri boa parte do filme, pelas situações caricatas), não é um filme leve. Saí de lá tensa.

Não traz uma mensagem que precise de muita reflexão pra dissecar, mas te deixa com o coração apertado, de como podemos nos entregar às situações a ponto de perdermos a noção do que estamos fazendo, do que é certo e errado.

Vale muito a pena!

Está concorrendo hoje ao Oscar de melhor filme estrangeiro (argentino).

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Pós carnaval

Fui corajosa hoje de manhã e enfrentei um encontro doloroso nesse pós carnaval. Eu passei o carnaval inteiro tentando ignorar que esse momento iria chegar, que íamos ter que nos encontrar, mas eis que coloquei logo um ponto final na ansiedade e encarei logo.. a balança.

Antes do carnaval eu estava "naqueles dias" e a balança marcou 64,5kg. Com certeza eu estava inchada, então estava marcando mais do que eu pesava exatamente.

O fato é que me pesei hoje de manhã, nessa quinta pós carnaval (não quis esperar pra me pesar só na segunda), e bateu 65,5. Ai! Engordei mais de 1kg, considerando que estava abaixo de 64,5kg quando me pesei.

Lado ruim: tenho muito o que emagrecer.

Lado bom: comi tanta, mas tanta besteira que achei até que estava com mais.

Vamos focar no lado positivo, então, e trabalhar o lado negativo.

Não vou fazer muitas estripulias, apenas voltar a comer normalmente e cortar o chocolate agora na quaresma.

Fui pro squash hoje de manhã e rendi pouco. É impressionante o quanto uma semana sem nenhum exercício físico dificulta a volta. Antes do carnaval estava fazendo exercícios físicos quase todos os dias, então levei um susto hoje quando, depois de seis dias sem malhar, eu estava com pouquíssima força.

Bem, amanhã é dia de novo e semana que vem volto com força total. De qualquer forma, a partir de hoje já volto a comer direito, sem besteiras. Não vamos deixar para amanhã o que é importante que seja feito hoje.

Let's do it!

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O Oscar vem aí!

O Oscar estará batendo na nossa porta no próximo domingo, fechando com chave de ouro o carnaval  (é, aqui no Rio a folia dura até o final da semana) e dando início ao ano.

Então é hora de começar a prestar atenção na lista dos filmes lançados em 2014 que estão concorrendo ao maior prêmio do cinema.

Vejamos quanto ao prêmio de melhor filme:

"Sniper americano"
Não vi ainda.

"Birdman"
Comecei a ver e não passei dos primeiros 20 minutos. Me entediou nível 28369.

"Boyhood: Da infância à juventude"
Achei bem interessante a abordagem do tempo no filme, que é basicamente o elemento central. O tempo passa e, com ele, a trama avança com as peculiaridades de uma história de alguém essencialmente normal. Poderia ser qualquer um ali. A questão da família é também um elemento central do filme, que acaba por evidenciar como o ser humano se amolda, cada um à sua forma, aos novos contextos familiares que se impõem. Cada um tentando fazer o melhor - pelo menos a maioria, aceitando e experimentando o que a vida traz.

O filme tem três horas de duração, então talvez ver fora de casa seja algo mais desafiador, já que não dá pra dar um pause e ir beber uma água sem perder nada, mas não senti muito cansaço e só percebi que o filme era realmente longo quando alguém comentou algo na sala. Pra mim estava fluindo bem. Era como acompanhar um reality compacto dessa família que, embora mostre uma uma estrutura diferente ao longo do tempo, é uma família como outra qualquer, com seus erros e acertos.

"O grande hotel Budapeste"
Assisti esse no cinema e a primeira coisa que me vem à cabeça sempre que alguém fala sobre ele é: "que filme doido!". Mas doido totalmente no bom sentido. Tem uma parte do filme, em especial, que eu adorei. Quando uma determinada pessoa (vou indeterminar pra não dar spoiler) tenta fugir da prisão e fica na frente dela, enquanto o sinal de fugitivos toca, preso em seus próprios TOCs. Achei sensacional e eu mesma ria de nervoso. Foi a cena mais marcante pra mim.

"O jogo da imitação"
Não vi ainda.

"Selma"
Não vi ainda.

"A teoria de tudo"
Sensacional. História, filme, atores, tudo. Me tocou de forma especial pelo momento de vida que estou passando. Ver aquele amor genuíno da Jane pelo Stephen, um amor que já começou com a garra  de lutar no matter what, inclusive contra um doença que se anunciava brevemente fatal. Acho que o amor verdadeiro é assim. Não mede esforço, não vacila quando o outro não está nas condições ideais. Pega na mão e segue em frente junto, mais unidos do que nunca, porque o amor é assim, carrega o outro no colo se for necessário. Não abandona; não justifica; não exclui nos problemas, soma. Jane e Stephen, que pessoas extraordinárias!

Tenho mais pra falar desse filme. Farei outro post específico.

"Whiplash - a busca da perfeição"
Sensacional também! História de obstinação, dedicação, compromisso com o sonho. Não acho que o personagem principal em si seja sensacional em todos os âmbitos da vida, mas no que diz respeito ao sonho, ele corre atrás. É uma história de pressão e persistência. Bonito de ver! Atores entregues aos personagens, os dois principais são o filme todo. Tem que assistir! Pra mim o Oscar é do "teoria do tudo", inclusive o de melhor ator, mas os atores de "Whiplash" são sensacionais também.

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Reflexões, a gente se vê por aqui


Alguns anos depois, cá estou eu de volta. Embora eu tenha escrito pouco nesse espaço sobre minhas reflexões, o que escrevi aqui será importante para que eu possa me reprogramar mentalmente diante do que têm acontecido atualmente na minha vida.

Na verdade, do que aconteceu. Passado que é tão presente ainda, mas que está sendo, gradualmente, desfragmentado, reavaliado, reelaborado, passado a limpo. "Nada se cria, tudo se transforma"? Acho que, na vida, nada se esquece, tudo se reelabora. Não dá pra voltar e fazer de novo de um jeito que agora seria melhor. E será que seria mesmo?

Há uma série chamada "Being Erica", que eu assisti há uns anos, que falava exatamente sobre isso. Uma jovem ruiva que sempre tentava reviver mentalmente seus momentos e se arrependia de não ter feito isso ou aquilo de forma diferente. E aí vinha a vida e dava a ela o poder de voltar lá naquele ponto e refazer. A curiosidade é que, não adiantava, Erica sempre esbarrava nos mesmos problemas.

Acho que, na vida, a gente tem que esbarrar com determinadas questões. Seja para resolver ou se debater com elas, estarão aí, sempre pra nos desafiar. Então não adianta pensar "eu deveria ter feito isso ou aquilo", porque já foi. O que resta, agora, é reelaborar isso de uma forma com que o aparente erro se torne um grande aprendizado.

Eu sei que poderia ter feito muita coisa diferente nos últimos anos. Poderia ter sido uma pessoa melhor, não pra uma outra pessoa, mas verdadeiramente melhor pra mim. Mas não fui. Não soube fazer. Fui o melhor pra mim do que deu.

A vida, agora, me dá esse presente incrível de olhar pra mim e me enxergar. Sem o filtro de outras pessoas no meio, só eu e eu mesma, com muitas escolhas, meus amores, minha história.

Há muito o que se entender do que se passou nos últimos anos. Uma determinada pessoa que passou pela minha vida com um manto de bondade e que, em verdade, não era tão cool assim. Mas isso é papo pra outra reflexão.

Agora, eu me permito voltar. Aliás, voltar não. Me reencontrar, no limite entre o que eu sempre fui e o que eu me tornei, porque as experiências mudam a gente e, graças a Deus, temos a oportunidade de nos tornarmos uma versão melhor de nós mesmos.

Solavancos da vida sempre virão. Algumas vezes operados por desconhecidos, outras por conhecidos e, como agora, por pessoas muito muito próximas, que significavam um amor. Mas até isso muda.

Da vida, tudo o que temos é o presente. O ontem não pode ser reescrito e o amanhã não nos pertence ainda. Por isso, esses dois tempos vitais são apenas histórias, uma que já aconteceu e outra que talvez possa nem vir a acontecer. Dessa forma, por mais clichê que pareça, o que nos resta, hoje, é agarrar o presente e encará-lo de frente, com força, com hombridade, com compaixão, para que o hoje seja amanhã um passado melhor e para que o futuro, hoje, seja mais promissor.

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