Homem-Ossanha: o que diz ´vou´ e não vai (Xico Sá)

É tempo de homens frouxos e perdidos, baby. Homens que não pegam no tranco. Homens que estão sempre confusos.

Melhor: “cafusos”, como na blagle do gênio Didi Mocó -”eu tô cafuso, eu tô cafuso”.

E não me venham mais, caros colegas de perdição, com essa história de que estamos zuretas por causa do avanço da fêmea e outros chabadabadás etc etc. Isso é coisa para simpósio, café filosófico, Casa do Saber etc.

Caí nesse conto do varejo sociológico, mas agora me rebelo. Estamos perdidos por preguiça sentimental mesmo. Pura acomodação. Não tiramos a bunda do sofá. Seja para ver um Madureira x Brasiliense ou para ver o título do Corinthians na Libertadores.

Fingimos que estamos reagindo aos sinais dos tempos. Necas. Não confundam metrossexualismo com sensibilidade. Usar um creminho e depilar o peito, nos casos mais extremados, não é ser um hétero com alguma delicadeza. Muito pelo contrário.

Estamos onde sempre estivemos: acomodados à repetição da rotina. Homem ama quando o garçom pergunta: “o de sempre, doutor?”É deveras confortável. Daí levamos o conforto do botequim para todos os lugares.

Daí esquecemos o pedido mais óbvio e silencioso das mulheres: “Me surpreenda, miserável!”

E, amigo, se ela tiver que verbalizar esse pedido implícito nos seus olhos e gestos, adeus, estamos lascados. É que já estamos no atoleiro moral do namoro ou casamento.

Nossa boa forma de usufruir o melhor dos mundos é fácil. É só aplicar o lema dos escoteiros: “Sempre alerta”.

Sempre ligado para ler os sinais no rosto delas. Ler principalmente os olhos, as entrelinhas, os silêncios ao dobrar a esquina etc. Não deixar que ela se entregue a divagações com os farelos dos pães do café para nós dois.

Se você dá chance à metafísica dos farelos, já era. Logo mais a danada vai alegar um tal de retorno de Saturno, vai ficar toda mística, e adeus. Todo cuidado é pouco com todas as fêmeas, mas, por favor, atenção redobrada às mulheres que chegam ali por volta dos 28.

Idade fatalíssima. Mais esforço, hombres. Também estou tentando.

O que nos mata é esse eterno “Canto de Ossanha”, como no samba de Vinícius de Moraes e Baden Powell: “O homem que diz vou/ Não vai!”

Nunca estivemos tão vacilões. Canalhas primários. Só prometemos. Dizemos que vamos e… “puerra ninguna”, como diz meu papagaio paraguayo no seu portunhol selvagem.

Matamos até aquela clássica exclamação rosada das bochechas femininas: “Você só quer me comer!!!”

“Quem dera”, elas riem da nossa cara. Nem isso. Muitas vezes nem isso, como me contam aqui, na apuração da tese de boteco, as minhas lindas Gi,Dri,Mi,Bi,Fá,Só, Lá,Si…Dó! SP ama encurtar os batismos, eu acho ótimo e afetivo.

Passo a régua com um haikai que fiz um madruga dessas, no mercado do Peixe, Salvador, Rio Vermelho: Você vem, mexe, assanha /depois fica no vai não vai/ parece “Canto de Ossanha”.

(Xico Sá)

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Food for thought

Life begins at the end of your comfort zone

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Uau!


Vontade de vestir agora!!!

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Smash





Há pouco tempo eu estava à procura de um seriado diferente que me viciasse um pouquinho. Sabe como é.. quem ama série logo entra em abstinência quando suas preferidas estão de férias, ou quando as coisas ficam mornas demais.

Estava ouvindo um burburinho sobre Smash, mas não tava dando a mínima pra série, principalmente porque diziam que era algo tipo um Glee. Nada contra Glee, entendam, mas a ideia não me empolgava. Até que resolvi baixar dois episódios pilotos, um de Smash e um de Once Upon a Time (falo em outro post), e não é que aquele pequeno vício que eu procurava se tornou em um senhor vício?

A série é maravilhosa! Todos os atores são incrivelmente fantásticos, a história é viciante (algo que tivesse Marilyn no meio não poderia ser diferente), os cenários são lindos e as músicas.. meu Deus, as músicas são algo a parte! Já acabei de ver a primeira temporada há umas 2 semanas (ou 3?) e simplesmente quase todo dia coloco para ouvir as músicas da série. Pra mim, é como se eles tivessem criado obras-primas dentro de um seriado maravilhoso.

Mas bem.. para quem nunca ouviu falar, a série tem como fundo a criação de um espetáculo para a Broadway em homenagem à Marilyn. Tirando a engenharia de se criar um musical, ainda tem a dificuldade de escolher entre Karen Cartwright (Katharine McPhee) e Ivy Lynn (Megan Hilty), para dar vida à Marilyn, e tudo que gira em torno disso: o divórcio da produtora, o diretor galinha, a escritora que tem um caso extraconjugal, o músico gay.. enfim.. a história é bastante rica e conta com atores como Debra Messing e Anjelina Huston, apenas para começar.

Ah.. e só pra dar um gabarito a mais à série, para quem ainda não se convenceu: Steven Spielberg é o produtor executivo.



Aproveitem para ouvir algumas das músicas maravilhosas:





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Músicas que estou curtindo


Light a fire, a fire a spark
Light a fire, a flame in my heart
We'll run wild
We'll be glowing in the dark

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Nova fase!



Uma vez Bridget. Agora, Carrie!

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Em tempo de compreender

"Compreendi que para ser feliz basta querer...
Que a decepção não mata
Que os verdadeiros amigos permanecem
Que a beleza não está no que vemos e sim no que sentimos
Que o valor está na conquista
...Que as palavras têm força
Que fazer é melhor do que falar
Que o olhar não mente
Que viver é aprender com os erros
Aprendi que tudo depende da vontade
Que o melhor é ser nós mesmos
O tempo cura tudo"


Work in progress!

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